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RIE - edição dez 2011

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Jesus-Natal

O tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo, é Jesus. Para o homem, Jesus constitui o tipo de perfeição moral a que a humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor, porque, sendo ele o mais puro de quantos têm aparecido na Terra, o espírito divino o animava. [O Livro dos Espíritos, questão nº 625]

 

Jesus não veio destruir a lei, isto é, a lei de Deus; veio cumpri-la, isto é, desenvolvê-la, dar-lhe o verdadeiro sentido e adaptá-la ao grau de adiantamento dos homens. Por isso é que se nos depara, nessa lei, o princípio dos deveres para com Deus e para com o próximo, base da sua doutrina. Quanto às leis de Moisés, propriamente ditas, ele, ao contrário, as modificou profundamente, quer na substância, quer na forma. Combatendo constantemente o abuso das práticas exteriores e as falsas interpretações, por mais radical reforma não podia fazê-las passar, do que as reduzindo a esta única prescrição: “Amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a si mesmo”, e acrescentando: aí estão a lei toda e os profetas. [O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo I, item 3]

 

Que não é deste mundo o reino de Jesus todos compreendem, mas, também na Terra não terá ele uma realeza? Nem sempre o título de rei implica o exercício do poder temporal. Dá-se esse título, por unânime consenso, a todo aquele que, pelo seu gênio, ascende à primeira plana numa ordem de ideias quaisquer, a todo aquele que domina o seu século e influi sobre o progresso da humanidade. É nesse sentido que se costuma dizer: O rei ou príncipe dos filósofos, dos artistas, dos poetas, dos escritores, etc. Essa realeza, oriunda do mérito pessoal, consagrada pela posteridade, não revela, muitas vezes, preponderância bem maior do que a que cinge a coroa real? Imperecível é a primeira, enquanto que esta outra é joguete das vicissitudes; as gerações que se sucedem à primeira sempre a bendizem, ao passo que por muitas vezes amaldiçoam a outra. Esta, a terrestre, acaba com a vida; a realeza moral se prolonga e mantém o seu poder, governa, sobretudo, após a morte. Sob este aspecto não é Jesus mais poderoso rei do que os potentados da Terra? Razão pois lhe assistia para dizer a Pilatos: “Sou rei; mas o meu reino não é deste mundo”. [O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo II, item 4]

 

Todos os sofrimentos: misérias, decepções, dores físicas, perda de seres amados, encontram consolação em a fé no futuro, em a confiança na Justiça de Deus, que o Cristo veio ensinar aos homens. Sobre aquele que, ao contrário, nada espera após esta vida, ou que simplesmente duvida, as aflições caem com todo o seu peso e nenhuma esperança lhes mitiga o amargor. Foi isso que levou Jesus a dizer: Vinde a mim todos vós que estais fatigados, que eu vos aliviarei. Entretanto, faz depender de uma condição a sua assistência e a felicidade que promete aos aflitos. Esta condição está na lei por ele ensinada. Seu jugo é a observância dessa lei; mas esse jugo é leve e a lei é suave, pois que apenas impõe, como dever, o amor e a caridade.” [O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo VI, item 2]

 

Considerando-o um Espírito superior, não podemos deixar de reconhecê-lo um dos de ordem mais elevada e colocado, por suas virtudes, muitíssimo acima da humanidade terrestre. Pelos imensos resultados que produziu, a sua encarnação neste mundo forçosamente há de ter sido uma dessas missões que a Divindade somente a seus mensageiros diretos confia, para cumprimento de Seus desígnios. [A Gênese – Os Milagres e As Predições Segundo o Espiritismo, capítulo XV, item 2]

 

Natal é a noite em que, no mundo cristão, se festeja a Natividade do Menino Jesus. Mas vós, meus irmãos, deveis também alegrar-vos e festejar o nascimento da nova doutrina espírita. Vê-la-eis crescer com a criança; ela virá, como ele, esclarecer os homens e lhes mostrar o caminho que devem percorrer. Em breve, com o mundo inteiro, podereis celebrar a grande festa da regeneração da humanidade. [Revista Espírita, edição de abril de 1863, p. 128]

 

Última atualização ( Ter, 06 de Dezembro de 2011 22:19 )